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Caos e Dissipação - Clássicos e Quânticos


By raul - Posted on 26 julho 2012

Palestrante: 
Alfredo Ozório
Data: 
Qua, 30/05/2012
Tipo: 
Convite à Física
Arquivo do vídeo: 
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Apesar de seu uso por Newton ter dado a impressão de que a descrição de evoluções físicas por equações diferenciais garantiria sua estabilidade, descobriu-se no século XX que movimentos instáveis, ditos caóticos, são muito mais prováveis. Isso vale tanto para a classe dos sistemas conservativos (ditos 'Hamiltonianos'), influenciados apenas por forças elementares, como gravitação e eletromagnetismo, quanto para sistemas em que se inclui dissipação e a possibilidade de se chegar a um equilíbrio. Essas questões serão ilustradas mediante um pêndulo perturbado. Se a força variar no tempo, o sistema poderá alcançar um 'atrator estranho'.

Já a evolução na Mecânica Quântica é sempre governada por uma Hamiltoniana, de modo que também implica em simetria por reversão temporal e ausência de decaimento para um equilíbrio. Além do mais, o princípio da incerteza exclui a definição de 'trajetórias', o que impossibilita a própria definição de caos. Entretanto, essa teoria mais básica precisa descrever, por exemplo, as vibrações anarmônicas de grandes moléculas, que são caóticas na descrição clássica, e de sistemas que relaxam para o equilíbrio, experimentalmente. Diferentes aspectos desse aparente paradoxo serão discutidos de maneira informal.