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Quando Ventos Solares Magnetizados Colidem


By wescley - Posted on 10 abril 2012

Palestrante: 
Merav Opher
Data: 
Qua, 26/03/2008
Tipo: 
Convite à Física
Arquivo do vídeo: 
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Os campos magnéticos e seus efeitos são cruciais na Física Espacial e na Astrofísica. Ambas são excelentes laboratórios de plasma, e as observações desses ambientes permite obter vínculos e limites muito importantes para nossos modelos teóricos. Técnicas computacionais modernas, como a Magneto-Hidrodinâmica e a modelagem cinética, estão sendo utilizadas para explorar vários aspectos importantes da física dos plasmas, tais como turbulência, reconecções, evolução de ondas de choque etc. Entretanto, é essencial uma visão física rigorosa para se utilizar as simulações numéricas. Nesse colóquio eu vou falar sobre um exemplo de como uma simulação sofisticada, em conjunto com dados observacionais detalhados, pode ser uma excelente ferramenta para resolver problemas físicos importantes. O par de espaçonaves Voyager estão nos fornecendo uma visão inesperada de como as estrelas interagem com o meio intergalático que as circunda. Pela primeira vez podemos medir 'in situ' as partículas e os campos das fronteiras do sistema solar. Essa fronteira foi cruzada pela Voyager 1 em dezembro de 2004, e pela Voyager 2 em agosto de 2007. Recentemente, combinando medidas feitas pelas Voyagers da emissão de radio e do fluxo de partículas energéticas com modelagem numérica em três dimensões de última geração, pudemos determinar a direção do campo magnético interestelar. Como resultado, observamos que o campo magnético do sistema solar é assimétrico, e está sendo empurrado na direção Sul. Vou também comentar sobre trabalhos recentes sobre a emissão de massa da coroa solar, seus efeitos no 'Clima Espacial', assim como oportunidades para estudantes interessados.